Como cultura, universidade e tecnologia podem transformar uma cidade em plataforma global de inovação, e o que isso ensina ao Ceará rumo a uma Caucaia 2050

Escrevo este artigo de Málaga, no sul da Espanha, onde estou nesta semana de junho de 2026 para o Digital Enterprise Show, um dos maiores encontros mundiais dedicados à transformação digital. Vim observar, comparar e captar aprendizado. Vim, sobretudo, pensar o Ceará a partir do que a Costa del Sol construiu. Faço isso com dois olhares simultâneos. Como professor da Universidade Federal do Ceará e coordenador do CRIA, o Centro de Referência em Inteligência Artificial, vejo aqui o papel decisivo que uma universidade pode desempenhar quando deixa de ser espectadora e se torna sócia do desenvolvimento. Como Secretário de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico de Caucaia, vejo o que uma cidade média pode se tornar quando decide tratar tecnologia como projeto de Estado, e não como acessório de discurso.
Há um exercício que proponho ao leitor, e que tenho proposto a mim mesmo enquanto caminho por esta cidade. Imaginar Caucaia daqui a vinte e cinco anos. Uma Caucaia 2050 na qual energia renovável, conectividade atlântica, data centers, universidade pública e inclusão digital se encontrem em uma mesma estratégia de território. Málaga oferece a prova de que esse exercício não é fantasia. É planejamento. E planejamento que começou há quatro décadas, com decisões que pareciam ousadas demais para uma cidade então conhecida apenas pelo sol, pelo mar e por ter sido o berço de Picasso.
Uma cidade que não negou sua identidade, mas a atualizou
Durante muito tempo, Málaga foi vista principalmente como cidade mediterrânea de turismo. Era a porta da Costa del Sol, ponto de encontro entre a memória romana, a herança árabe, a arquitetura cristã e a vida urbana contemporânea. Nas últimas décadas, porém, passou a representar algo mais profundo. Tornou-se um dos casos europeus mais interessantes de transformação urbana orientada pela inovação.
O detalhe que mais me chamou atenção é que Málaga não abandonou sua vocação cultural para virar polo tecnológico. Ao contrário, usou a cultura como plataforma de atração de talentos. A mesma cidade que preserva o Teatro Romano, a Alcazaba, a Catedral, o Museu Picasso, o Centre Pompidou e o centro histórico também construiu ambiente para engenharia, cibersegurança, telecomunicações, inteligência artificial, conteúdos digitais, semicondutores e pesquisa aplicada. A inovação, aqui, não aparece como negação da identidade urbana. Aparece como sua atualização histórica.
Essa é a primeira lição para Caucaia e para o Ceará. Um parque tecnológico não pode ser apenas um loteamento empresarial com nome moderno. Precisa ser uma estratégia de cidade. Precisa articular território, infraestrutura, universidade, capital humano, segurança jurídica, vocação econômica, imagem internacional e capacidade pública de coordenação. Málaga demonstra que uma cidade se torna inovadora quando transforma seus ativos dispersos em projeto comum. Caucaia tem litoral, tem o Cumbuco, tem proximidade com Fortaleza e tem uma identidade própria. Esses ativos não competem com a agenda tecnológica. Podem sustentá-la.
A anatomia do Málaga TechPark
No centro físico desse processo está o Málaga TechPark, antigo Parque Tecnológico de Andaluzia. Vale conhecer sua origem, porque ela desfaz o mito de que polos assim nascem grandes. O projeto começou com um estudo de viabilidade encomendado em 1985 pela Junta de Andaluzia a uma consultoria japonesa, que concluiu ser a Costa del Sol o lugar ideal. As obras começaram em dezembro de 1988, e o parque foi inaugurado em dezembro de 1992, com apenas oito empresas e cento e trinta trabalhadores.
O contraste com os números atuais explica por que tantos olham para Málaga. O parque fechou 2025 com 719 organizações instaladas e 29.018 trabalhadores, e aproximou-se de 4,9 bilhões de euros de faturamento anual, consolidando-se como uma das principais referências de inovação do sul da Europa. São 73 empresas de capital estrangeiro, vindas de 22 países, que sozinhas empregam cerca de oito mil profissionais. O investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento ultrapassou 255 milhões de euros em um único ano. Desde 1995, Málaga sedia a Associação Internacional de Parques Tecnológicos e Áreas de Inovação, que reúne mais de cento e quinze mil empresas em trezentos e cinquenta parques no mundo inteiro. Sediar a entidade global não foi consequência do sucesso. Foi parte da estratégia de se posicionar como referência.
Mas o número, por mais impressionante que seja, não explica sozinho o fenômeno. O que realmente importa é o desenho institucional por trás dele.
A hélice tríplice que virou método territorial
O Málaga TechPark é expressão de uma governança compartilhada. Sua composição institucional aproxima o governo regional, o município, a Universidade de Málaga e agentes financeiros regionais. Esse desenho corresponde, na prática, ao que a literatura de inovação chama de hélice tríplice, com universidade, governo e empresas atuando em interação permanente. A diferença é que, em Málaga, essa ideia deixou de ser teoria de seminário e virou método territorial.
A Universidade de Málaga não aparece como espectadora acadêmica do processo. Aparece como parte da engrenagem, com sede própria dentro do parque e edifício compartilhado dentro do campus. A prefeitura não atua apenas como licenciadora de obras. Atua como indutora de ecossistema. O governo regional não funciona apenas como repassador de recursos. Funciona como articulador estratégico. O setor privado não chega apenas para ocupar galpões. Chega para desenvolver produtos, atrair talentos, contratar engenheiros, dialogar com laboratórios e disputar mercados internacionais.
Dessa articulação nascem os quatro pilares que sustentam o que se convencionou chamar de Modelo Málaga, e que organizo aqui para facilitar a transposição ao caso cearense.
O primeiro pilar é a governança sem atrito. Prefeitura, governo regional e universidade trabalham alinhados em uma estratégia comum desde o primeiro plano da cidade, em 1996. Para investimentos de alto valor, os obstáculos administrativos são minimizados de forma deliberada. A empresa que chega encontra um caminho desobstruído, não uma corrida de obstáculos entre repartições que não conversam entre si.
O segundo pilar é a estratégia da âncora. Málaga não esperou que startups locais crescessem organicamente até atrair atenção global. Foi atrás de gigantes. Google, Vodafone e Oracle instalaram centros de inovação na cidade, e essa presença criou uma força gravitacional que passou a atrair fornecedores, talentos e capital.
O terceiro pilar é a universidade como sócia, não como convidada. A colaboração não é retórica de convênio. É infraestrutura física compartilhada, com escritório da universidade dentro da sede do parque e laboratórios conjuntos com as empresas instaladas.
O quarto pilar é a qualidade de vida como ativo econômico. Sol, clima ameno, escolas internacionais e custos competitivos são tratados como argumento central de captação de talento. Engenheiro qualificado escolhe onde quer viver, e a cidade entendeu isso.
O símbolo Vodafone e a fronteira da conectividade
A presença da Vodafone é o símbolo mais forte desse novo ciclo. A empresa instalou em Málaga seu centro europeu de inovação, com investimento previsto de 225 milhões de euros em cinco anos e geração de mais de 600 empregos qualificados, atraindo talento de mais de trinta nacionalidades. Mais recentemente, em parceria com a Universidade de Málaga e a AST SpaceMobile, avançou em pesquisas sobre integração entre redes móveis terrestres 4G e 5G e satélites de baixa órbita. Trata-se de uma fronteira estratégica, que é permitir que smartphones comuns alternem, de forma cada vez mais fluida, entre conectividade terrestre e conectividade espacial.
Esse ponto interessa diretamente ao Ceará. A conectividade do futuro não será apenas fibra óptica, nem apenas satélite, nem apenas 5G, nem apenas cabos submarinos. Será uma arquitetura híbrida, combinando redes terrestres, redes espaciais, data centers, computação de borda, inteligência artificial e energia estável. Málaga entendeu que a cidade contemporânea não compete apenas por empresas. Compete por posição dentro das cadeias globais de dados, conectividade e conhecimento.
A instalação, em Málaga, do Google Safety Engineering Center, dedicado à cibersegurança, reforça outro aspecto decisivo. Segurança digital tornou-se infraestrutura crítica. Cibersegurança já não é departamento técnico. É condição de soberania, de confiança institucional, de proteção econômica e de continuidade dos serviços públicos e privados. Quando uma cidade atrai um centro global de segurança do Google, ela não atrai apenas empregos. Insere-se em uma cadeia sensível da economia digital mundial.
A tríade material: energia, conectividade e dados
Todo o desenvolvimento da economia digital contemporânea repousa sobre uma tríade material irrevogável, que é energia, conectividade e dados. Tenho sustentado, em meu trabalho acadêmico, que essas três dimensões precisam ser pensadas como um objeto regulatório único, e não como setores isolados. É o que chamo de soberania infraestrutural. A inteligência artificial depende de data centers. Data centers dependem de energia firme, conectividade, licenciamento, água, segurança, território e capital humano. A economia digital, portanto, não é imaterial. Ela tem chão, cabos, subestações, universidades, regras, servidores, pessoas e cidades.
É exatamente neste vetor que Caucaia e o PARTEC encontram seu maior potencial de espelhamento, e aqui está a vantagem que precisa ser dita com todas as letras. Caucaia não parte atrás de onde Málaga partiu em 1985. Parte à frente. Enquanto Málaga teve que construir relevância a partir do clima e da disposição institucional, o corredor Caucaia, Pecém e Fortaleza já reúne um conjunto de ativos físicos que poucos lugares do mundo conseguem combinar. O Complexo Industrial e Portuário do Pecém, com a Zona de Processamento de Exportação. O ponto de chegada de cabos submarinos que conectam o Brasil à Europa, à África e à América do Norte. Uma matriz energética com vocação eólica e solar somada à agenda de hidrogênio verde. Se Málaga se projetou como plataforma tecnológica do Mediterrâneo, Caucaia pode se projetar como plataforma digital do Atlântico Sul.
O PARTEC como camada urbana, científica e produtiva
Essa oportunidade, contudo, não se realizará automaticamente. Grandes data centers, sozinhos, não criam ecossistema. Eles geram investimento, demanda energética, obras, empregos especializados e visibilidade internacional. Mas, se não forem acompanhados por política pública inteligente, podem se transformar apenas em enclaves tecnológicos, estruturas sofisticadas, conectadas ao mundo, e pouco integradas ao território que as recebe.
É aqui que o PARTEC, o Parque Tecnológico de Caucaia, com seu polígono de 124,68 hectares já delimitado por decreto municipal, precisa assumir papel estratégico. O PARTEC não deve ser pensado como apêndice dos data centers, mas como sua camada urbana, científica e produtiva. Deve funcionar como ponte entre grandes infraestruturas digitais e desenvolvimento local. Seu propósito deve ser transformar energia, conectividade e dados em pesquisa, emprego qualificado, startups, serviços digitais, formação técnica, atração de empresas e inovação pública.
A inspiração de Málaga sugere que Caucaia construa seu parque a partir de princípios claros, que traduzo dos quatro pilares andaluzes para a realidade cearense, acrescentando duas exigências próprias do nosso contexto.
Governança integrada. O PARTEC precisa nascer com arquitetura institucional que una a Prefeitura de Caucaia, o Governo do Estado, a UFC, o IFCE, o setor privado, a ZPE Ceará, o Complexo do Pecém, investidores, agências reguladoras, entidades empresariais e a comunidade local. Não basta aprovar uma área. É preciso criar uma mesa permanente de estratégia, com metas, prazos, indicadores, carteira de projetos e capacidade de diálogo com investidores nacionais e estrangeiros. Caucaia tem aqui uma vantagem sobre a Málaga dos anos oitenta, porque pode concentrar a coordenação dessa agenda em uma secretaria dedicada, encurtando o tempo de alinhamento que na Andaluzia levou décadas.
A UFC como a nossa Universidade de Málaga. No ecossistema andaluz, a universidade atua como a grande provedora de capital intelectual e pesquisa de fronteira. Para que o PARTEC se torne potência tecnológica do Nordeste, a Universidade Federal do Ceará assume esse papel de forma incontestável. Com o CRIA e outras estruturas de pesquisa, a universidade pode conectar inteligência artificial, ciência de dados, direito digital, governança pública, cibersegurança, energia, engenharia, urbanismo e políticas de inclusão digital. O modelo malaguenho oferece um roteiro concreto. A presença da UFC no PARTEC não deveria ser um convênio guardado em gaveta, mas uma sede física, com grupos de pesquisa, pré-incubadoras e laboratórios compartilhados com as empresas instaladas. A Faculdade de Direito tem aqui papel insubstituível, que é desenhar o arcabouço jurídico da inovação urbana, da regulação de data centers e da governança do parque, transformando segurança jurídica em fator de atração de investimento.
Essa conexão é fundamental, porque o novo ciclo da economia digital exige mais do que engenheiros e programadores. Exige juristas capazes de compreender regulação de dados, soberania digital, contratos de infraestrutura, proteção ambiental, licenciamento, proteção de dados pessoais, cibersegurança e uso ético de inteligência artificial. Exige economistas capazes de avaliar cadeias produtivas. Exige administradores públicos capazes de criar ambientes de baixo atrito burocrático. Exige arquitetos e urbanistas capazes de planejar distritos tecnológicos sustentáveis. Exige educadores capazes de preparar jovens para profissões que ainda estão em formação.
Estratégia de âncoras. Málaga atraiu empresas globais porque ofereceu ambiente institucional confiável, talento, qualidade urbana e visão de longo prazo. Caucaia deve fazer o mesmo, a partir de suas vocações. Se a cidade já está entrando na rota dos grandes data centers, o passo seguinte é atrair empresas de cloud, cibersegurança, inteligência artificial, manutenção avançada, energia, refrigeração, software empresarial, conectividade, satélites, fibra óptica, automação industrial e govtechs. A diferença em relação a Málaga é que Caucaia pode atrair a própria camada de infraestrutura computacional, posicionando-se um degrau mais profundo na cadeia de valor digital.
Zona de baixa fricção para inovar. Isso significa processos claros, licenciamento previsível, interlocução única com investidores, segurança jurídica, instrumentos urbanísticos adequados, incentivos responsáveis, regras ambientais transparentes, governança de dados e mecanismos de contrapartida social. A inovação não floresce onde tudo é improviso. Floresce onde há confiança.
Inclusão como projeto, não como retórica. Aqui Caucaia pode ir além de Málaga. A experiência espanhola ensina a importância da integração institucional e da atração de âncoras. Mas o desafio brasileiro exige acrescentar uma camada social mais explícita. Um parque tecnológico brasileiro não pode ser apenas vitrine para investidores estrangeiros. Precisa ser instrumento de transformação social. Em Caucaia, o PARTEC deve dialogar com escolas públicas, cursos técnicos, programas de capacitação, bolsas, laboratórios abertos, internet comunitária, formação de jovens, empreendedorismo periférico e inclusão digital. A economia dos dados não pode repetir a lógica histórica da concentração de renda. Deve abrir portas para uma nova geração de trabalhadores e empreendedores locais. O PARTEC deve nascer com a ambição de ser parque tecnológico e, ao mesmo tempo, política de desenvolvimento humano.
Narrativa internacional. Málaga soube contar sua história, a de uma cidade cultural, mediterrânea, aberta ao mundo, capaz de atrair talento e tecnologia, e foi sediar a associação global do setor. Caucaia também precisa contar a sua, a de uma cidade atlântica, conectada ao Pecém, à ZPE, às energias renováveis, aos data centers, à UFC e à inclusão digital. Uma cidade que pode transformar infraestrutura pesada em conhecimento, e conhecimento em oportunidade.
Os riscos que Málaga também ensina
O percurso andaluz ensina igualmente onde estão os riscos, e seria desonesto omiti-los. O primeiro é a impaciência. Foram sete anos entre o estudo de viabilidade e a inauguração, e mais de três décadas até os números atuais. Parque tecnológico é política de Estado, não de mandato. Exige continuidade que sobreviva a alternâncias.
O segundo risco é confundir a infraestrutura física com o ecossistema. Galpões e fibra ótica são condição necessária, não suficiente. Málaga investiu em pré-incubadoras, incubadoras, missões comerciais e serviços de aterrissagem para empresas estrangeiras. O PARTEC precisará dessa camada de animação do ecossistema, com hackathons, eventos de pitch e incubadoras ativas, sob pena de se tornar apenas um condomínio empresarial sofisticado.
O terceiro risco é negligenciar a formação. De nada adianta atrair empresas globais se a juventude local não estiver preparada para ocupar os postos qualificados que elas trazem. A âncora sem o talento local gera empregos para forasteiros e ressentimento para os de casa. É por isso que a UFC, o IFCE e a rede pública de ensino precisam estar no centro do projeto desde o primeiro dia, e não como apêndice posterior.
Caucaia 2050
O mundo está entrando em uma fase em que energia, conectividade e dados serão os grandes insumos da soberania econômica. Países e cidades que compreenderem essa tríade terão vantagem estratégica. Málaga compreendeu isso antes de muitas cidades europeias. Caucaia tem a chance de compreender isso antes de muitas cidades brasileiras.
Imagino, e este é o exercício que vim fazer a Málaga, uma Caucaia em 2050. O PARTEC concebido como o espaço onde a infraestrutura digital encontra a inteligência institucional. Onde o data center deixa de ser apenas investimento bilionário e passa a ser vetor de desenvolvimento. Onde a UFC se aproxima da cidade para formar talentos, produzir pesquisa aplicada e participar da construção de uma nova economia regional. Onde a Prefeitura deixa de ser apenas poder licenciador e se torna arquiteta de futuro. Onde o setor privado encontra previsibilidade, talento e ambiente de inovação. Onde a população local deixa de ser espectadora e passa a ser beneficiária direta da transformação tecnológica.
O Modelo Málaga não deve ser copiado mecanicamente. Deve ser traduzido. A Espanha tem sua história, sua estrutura federativa, sua universidade, seu mercado europeu e sua geografia mediterrânea. O Ceará tem outro contexto, outras urgências e outras vantagens. Mas a lição central é universal. Cidades inovadoras são construídas por alinhamento, visão e persistência.
Caucaia pode ser mais do que o endereço de grandes data centers. Pode ser o lugar onde o Brasil começa a formular uma política urbana para a era da inteligência artificial. Pode ser o território onde energia renovável, conectividade atlântica, ZPE, universidade pública, parque tecnológico e inclusão digital se encontram em uma mesma estratégia.
O futuro digital não pertencerá apenas às metrópoles que consomem tecnologia. Pertencerá às cidades que souberem produzir, governar e territorializar a tecnologia. Málaga já percorreu parte desse caminho. Caucaia pode iniciar o seu, com a força singular de quem reúne energia, conectividade, dados, universidade e vontade política em um mesmo território.
Volto desta semana em Málaga com uma convicção reforçada. Se bem planejado, o PARTEC poderá ser para Caucaia aquilo que o Málaga TechPark foi para Málaga. Não apenas um parque, mas uma virada de destino. O ponto de partida cearense é, em muitos aspectos, mais profundo do que foi o andaluz. Resta a nós a mesma exigência que sustentou Málaga por quarenta anos: método, paciência e a recusa a tratar tecnologia como acessório de discurso, e não como projeto de soberania.






