
Apesar do corte da taxa básica de juros (Selic) para 13,75% ao ano, o Brasil manteve a primeira posição no ranking mundial de juros reais, que descontam o efeito da inflação.
O Brasil apresenta juros reais superiores aos de Rússia (6,79%), Colômbia (6,33%), Turquia (6,25%), México (3,08%), África do Sul (2,93%) e Argentina (2,69%). A média entre as 40 economias analisadas é de 1,62% ao ano.
Como é calculada a taxa real
A taxa real considera a inflação projetada para os próximos 12 meses, de 4,71% segundo o relatório Focus do Banco Central, e a taxa de juros a mercado com vencimento 12 meses à frente.
Em termos nominais, a taxa brasileira de 13,75% ocupa a quarta posição no ranking. O país fica atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (14%) e à frente de Colômbia (12%), África do Sul (7%) e México (6,50%). A média nominal das 40 economias é de 5,47% ao ano.
Cenário global
Considerando uma amostra de 164 países, 72,56% mantiveram os juros, 21,34% elevaram e 6,10% reduziram as taxas na última reunião de seus bancos centrais.
Segundo a consultoria, as perspectivas de inflação foram majoritariamente revisadas para cima pelo mercado nos países analisados. O movimento contribuiu para a redução dos juros reais e para a ocorrência de taxas negativas em algumas economias, em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio.







