
Por Gabriel Amora
O prefeito de Eusébio, Acilon Gonlçalves, anunciou ontem, terça-feira, 21, sua renúncia da presidência do PL Ceará. Contudo, confirmou sua estadia na legenda e garantiu que não sairá da mesma tão cedo.
“Eu deixo a presidência do partido para que eles consigam recompor a Executiva com pessoas que não tenham divergências de pensamento”, disparou em exclusiva ao Focus.Jor.
Além disso, Fortaleza, Carmelo Neto, André Fernandes e o partido em 2024 foram discutidos pelo prefeito. Confira.
Focus: Por que renunciar?
Acilon: Nós pensamos com nossa história e na nossa vida e, infelizmente, alguns discordam do nosso pensamento e não sabem viver com o contrário. Espero que essas pessoas consigam produzir mais dentro do partido.
Focus: Então, permanece na legenda?
Acilon: Sim. Estamos saindo da direção, mas estamos indo aos municípios que eu represento e tenho ligações para poder fortalecê-los dentro do PL, defendendo o modelo político que eu acredito. Eu fico no PL. Permaneço no partido.
Focus: Houve especulação sobre sua saída, isso não confere?
Acilon: Por isso eu fiz a nota. Não tenho pretensão de sair e nem de dirigir nenhum partido até 31 de dezembro de 2024. Eu vou cuidar do meu município.
Focus: O deputado Carmelo Neto foi um bom nome para substituí-lo?
Acilon: Ele vai ter grande dificuldade em defender o contraditório. Sempre que houver o contraditório de pessoas que não aceitam discordância, ele vai ter dificuldades. Tenho certeza, mas torço para que ele consiga.
Focus: Existe algum nome de destaque nessa sua discordância?
Acilon: Existe dentro de todo partido pensamentos divergentes, mas você dialoga e entra no denominador comum e, infelizmente, eu não estava conseguindo unir. Então, é melhor que eles continuem tentando aí… Carmelo é novo e pode ser que consiga.
Focus: O que o senhor achou da decisão do partido em lançar o nome do deputado federal André Fernandes como pré-candidato pela Capital cearense?
Acilon: Ficou decidido já, definido pelo partido que será o André. Eu defendia a pesquisa, mas o partido quis definir esse candidato e colocou na mesa para ver a aceitação popular.
Focus: Em 2024 a direita vai ficar dividida? Considerando Eduardo Girão, Capitão Wagner e agora o André…
Acilon: Eu acho que com uma candidatura já posta e outra nata, que é a do Capitão, deveremos ter, no mínimo, dois candidatos. Agora, eu não sei se o Girão manterá candidatura. Está mais propenso que ele se alie com um dos outros dois.







