
Fortaleza registrou 17.045 novos empregos formais entre janeiro e julho de 2026, o sexto maior saldo entre as capitais brasileiras. Somente em julho, foram criados 2.234 postos de trabalho, resultado que colocou a Capital na segunda posição entre as capitais do País e na liderança entre as capitais nordestinas.
Os dados do Novo Caged ajudam a dimensionar o desempenho. Dos 28.526 empregos formais gerados no Ceará entre janeiro e julho, Fortaleza respondeu por 59,7%, com 17.045 novas vagas. Considerando o período de janeiro de 2025 a julho de 2026, a Capital acumula 35.754 empregos formais gerados durante a atual gestão.
Nesse cenário, o Sine Municipal, instituição da Prefeitura de Fortaleza, atua na intermediação entre trabalhadores e empresas com vagas abertas. Entre janeiro e agosto, foram ofertadas 31.293 oportunidades pela rede municipal.
A atuação reúne intermediação de mão de obra, processos seletivos, mutirões e plantões direcionados aos setores com maior demanda. A política também está articulada a ações de qualificação profissional e à descentralização das iniciativas de desenvolvimento econômico.
Setores com maior demanda
A estratégia acompanha as diferentes necessidades do mercado ao longo do ano. Construção civil, comércio, supermercados, restaurantes e bares, moda e confecção estão entre os setores contemplados pelos plantões e mutirões promovidos pela Prefeitura.
As ações também incluem iniciativas de inclusão, como os Feirões de Empregabilidade para Pessoas com Deficiência (PCD), realizados mensalmente.
A proposta é aproximar empresas com processos seletivos abertos e trabalhadores em busca de oportunidades, reduzindo etapas do recrutamento e facilitando o acesso às vagas.
Profissionais mais procurados
Um levantamento da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE) identificou os profissionais mais demandados, os níveis de escolaridade exigidos, as faixas salariais e as áreas que enfrentam dificuldades para encontrar trabalhadores qualificados.
A demanda está concentrada principalmente nos setores de serviços, atendimento, logística, construção civil e alimentação. Também há gargalos em funções que exigem qualificação específica.
Entre os profissionais com maior dificuldade de contratação estão pedreiros experientes e mestres de obras; técnicos em manutenção predial e industrial com certificação; desenvolvedores de software e analistas de dados; e motoristas habilitados para transporte de cargas pesadas, nas categorias C, D e E.
Ensino Médio é principal exigência
O Ensino Médio completo aparece como a principal exigência do mercado formal de Fortaleza, correspondendo a 65% a 70% das vagas líquidas criadas.
O Ensino Superior responde por 15% das oportunidades, principalmente em funções técnicas, corporativas e da área da saúde. Já o Ensino Fundamental representa outros 15%, com maior concentração na construção civil e em serviços de limpeza.
A experiência profissional também é um fator relevante. Cerca de 45% das vagas abertas na Capital não exigem experiência anterior em carteira, o que amplia as possibilidades para jovens em busca do primeiro emprego, especialmente no comércio varejista, redes de fast-food e centrais de teleatendimento.
Os outros 55% dos postos exigem entre seis meses e um ano de experiência, sobretudo em áreas industriais e de infraestrutura.
Salários e perfil dos contratados
O salário médio real de contratação formal em Fortaleza varia entre R$ 2.100 e R$ 2.250. Cargos operacionais começam, em sua maioria, próximos ao piso regional ou nacional, enquanto funções técnicas e administrativas de nível júnior ficam na faixa de 1,5 a 2,5 salários mínimos.
Entre janeiro e julho, jovens de 18 a 24 anos representaram 66,4% do saldo positivo de empregos na Capital. As mulheres responderam por 57,7% das novas assinaturas de carteira, com destaque para os setores de serviços, saúde, educação e comércio.






