Medicamento produzido pela EMS começa a ser distribuído em todo o país com preço inicial a partir de R$ 452 por caneta injetável

A partir desta semana, consumidores cearenses e de todo o Brasil passaram a contar com uma nova opção de tratamento à base de semaglutida. O medicamento Ozivy, desenvolvido pela farmacêutica EMS, começou a chegar às farmácias após receber autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O lançamento marca a entrada no mercado da primeira semaglutida produzida no país por meio de síntese química. Segundo a fabricante, mais de 500 mil canetas injetáveis serão disponibilizadas nesta fase inicial de comercialização.
Tratamento para diabetes tipo 2
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, utilizada principalmente no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2. A substância atua de forma semelhante a um hormônio produzido naturalmente pelo organismo, auxiliando no controle dos níveis de açúcar no sangue.
Entre os efeitos do medicamento estão o estímulo à liberação de insulina quando necessário, a redução da produção de glucagon e o aumento da sensação de saciedade. O tratamento é realizado por meio de aplicações semanais com caneta injetável.
De acordo com a bula aprovada pela Anvisa, o Ozivy é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a glicemia apenas com mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.
Cresce demanda por medicamentos da classe GLP-1
A chegada do novo produto ocorre em um momento de forte expansão da procura por medicamentos da classe GLP-1, que ganharam destaque nos últimos anos tanto pelo tratamento do diabetes quanto pelo auxílio no controle do peso corporal, sempre sob orientação médica.
A expectativa da EMS é ampliar a oferta desse tipo de terapia no mercado brasileiro e aumentar o acesso dos pacientes ao tratamento.
Preço e venda nas farmácias
O preço sugerido pela farmacêutica parte de R$ 452 por caneta injetável. A empresa informou ainda que pacientes cadastrados em seu programa de benefícios poderão ter acesso a condições especiais de compra.
Apesar da chegada da nova opção ao mercado, a utilização do medicamento exige prescrição médica e acompanhamento profissional, conforme determinação da Anvisa.






