
O preço do petróleo caiu nesta quinta-feira (17) com a redução dos ataques entre os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, e forças militares da Arábia Saudita. O movimento também foi influenciado por novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o fim do conflito com o Irã estaria próximo.
O barril do Brent, referência mundial, chegou a cair 2,27%, para US$ 103,43 (R$ 532,87), por volta das 7h (horário de Brasília). Durante a madrugada, a cotação havia oscilado entre US$ 104 e US$ 105. O WTI, referência nos Estados Unidos, era negociado a US$ 101,02 (R$ 520,46), queda de 1,38%.
Ataques no Mar Vermelho
A queda reflete a redução das ofensivas entre houthis e sauditas, que disputam o controle do estreito de Bab el-Mandeb, ligação entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico utilizada pela Arábia Saudita para escoar sua produção de petróleo.
Nesta quinta, os houthis afirmaram que três torres de telecomunicação foram atingidas por mísseis lançados pela Arábia Saudita, segundo a emissora Almasirah. O governo saudita não confirmou a informação.
Na quarta-feira (16), Trump voltou a afirmar que o fim da guerra contra o Irã está próximo. “Eles querem chegar a um acordo. Veremos como isso se desenrola”, declarou o presidente americano.
O Irã não confirmou a informação e afirmou no início da semana que não aceitaria negociar com os Estados Unidos enquanto suas exigências não fossem atendidas.
Reunião com países do Golfo
O site Axios informou na quarta-feira que Trump deve se reunir na próxima terça-feira (22), em Nova York, com líderes do Conselho de Cooperação do Golfo, formado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait e Omã. O encontro ocorreria durante a Assembleia Geral da ONU.
O Departamento de Estado e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário.
Os mesmos países árabes cancelaram uma reunião com representantes do Irã na segunda-feira (14), que discutiria a situação no estreito de Hormuz. Antes da guerra, a passagem era utilizada para o transporte de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.







