A pesquisa Genial Quaest divulgada nesta terça-feira (02/09) causou surpresa em alguns ao trazer o indíce de intenção de votos, atrás de Lula (37%) e Flávio Bolsonaro (30%), um neófito no jogo eleitoral: o médico e escritor Augusto Cury (com impressionantes 10%), à frente dos até então postados como membros do segundo pelotão – Renan (3%), Caiado e Zema (1%) e a primeira sondagem com o nome de Pablo Marçal (1%).
Na semana anterior, a BTG e a Atlas já apontavam crescimento considerável do escritor: 8% em ambas. Isso depois da visibilidade conferida pelo debate da TV Bandeirantes e das sabatinas, com destaque para a do Jornal Nacional, no último sábado, em que, diga-se de passagem (a meu ver), mostrou-se um fiasco de desconhecimento sobre o país.
Bom, parece estar acalentando o sonho de uma terceira via, para alguns, cansados da famigerada polarização, que vai de Lula x Flávio, mas continua na agenda de direita, e de extrema, em Caiado, Zema, Renan e Marçal.
Todos esses estão dentro da gramática da polarzização, à direita, embora se digam “distintos”. Não o são: representam a mesma agenda de Flávio.
Cury pertence ao AVANTE, um partido minúsculo: tem 5 deputados federais, 1 senador e três candidatos a governo, sem competitividade. Não tem estrutura para lhe dar capilaridade.
Em eleição, porém, resta o imponderável.
Tem se apresentado com um slogan sui generis: “O Brasil tem cura”, jogando com seu sobrenome: CURY.
Há algo mais nessa pesquisa divulgada hoje: se juntarmos Flávio, Zema, Caiado, Marçal, Renan e Cury temos 46% das intenções de voto na direita frente a 37% em Lula (esquerda). Nas simulações de segundo turno, contra todos Lula vence, mas em indíce menor que os 46%: alcança 42 ou 44%.
Sinal de uma campanha em que a retórica é de direita?







