
O senador Eduardo Girão se manifestou em relação ao caso do deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR), que, na última terça-feira, 16, teve o seu mandato cassado, ficando inelegível por oito anos. A votação foi unânime.
Os ministros concluíram que a candidatura do ex-procurador da República, que coordenou a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, foi irregular. Ele foi eleito com 344.917 votos, a maior votação no Paraná. Pela decisão, os votos recebidos vão para a legenda.
Para Girão, “o brasileiro acordou e “tomou as dores” dessa injustiça flagrante que foi a cassação do deputado”. “Transformaram esse cidadão paranaense em um símbolo ainda maior do que ele já representava para o Brasil. Agora, a Nação entendeu que o problema não é dele e sim, de todos nós!”, escreveu em suas redes.
“Assim como na Operação Mãos limpas, no Brasil o crime está reagindo contra aqueles que pisam em enfrentar a corrupção e a impunidade. Interesses poderosos de quem foi pego com “a boca na botija” estão prevalecendo sobre a nossa Constituição”, desenvolveu o cearense. “É como um aborto realizado em sete meses de gestação”, enfatizou.
“Sim , porque está repercutindo cada vez mais no Parlamento e em toda a sociedade, a gravíssima decisão do TSE em cassar o mandato do deputado federal mais votado do Estado do Paraná no último pleito. Ele é o símbolo no país e, consequentemente, na Câmara dos Deputados de que a Justiça pode ser para todos, quando junto com outros servidores exemplares fez cumprir a lei para empresários e políticos com muito poder mas também corruptos…”, divagou.
“E nos indagamos: a democracia ainda existe? A causa da ética foi alvejada? Não podemos nos calar! Deltan não foi o primeiro e não será o último. Muito pelo contrário! Se não agirmos agora, o futuro bem próximo de nossos e filhos e netos estão ameaçados. Penso que a população precisa voltar às ruas”, provocou o senador.







