Bolsonaro prestará depoimento à PF sobre adulteração em carteira de vacinação

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Foto: Ueslei Marcelino / File Photo Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro terá de prestar depoimento à Polícia Federal, no âmbito da Operação Venire, que investiga a inserção de dados falsos de vacinação da covid-19 no sistema do Ministério da Saúde. A Polícia Federal realizou buscas na casa do ex-chefe do Executivo e apreendeu os celulares de Bolsonaro e da ex-primeira dama Michelle. A PF identificou que a carteira de vacinação de Bolsonaro sofreu adulteração.Como informou o Estadão/Broadcast, o secretário de Cultura e Turismo do município de Duque de Caxias (RJ), João Carlos Brecha, que está entre os presos nessa operação da PF, é suspeito de inserir dados falsos na carteira de vacinação do ex-presidente Bolsonaro. Brecha teria acessado o sistema do ConectSus e inserido dados de vacinação no Estado do Rio de Janeiro em outubro de 2022, entre o primeiro e o segundo turno da eleição. Procurado pela reportagem antes de ser preso, ele disse que desconhecia qualquer procedimento envolvendo seu nome e que, se fosse notificado, apresentaria resposta às suas indagações. Disse ainda que não tinha “nenhuma relação com o ex-presidente ou com sua família”.

Na operação deflagrada nesta quarta-feira, 3, a PF prendeu também o tenente coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e mais dois ex-seguranças do ex-mandatário Max Guilherme e Sergio Cordeiro.

Batizada Venire, a ofensiva cumpriu ainda mais três mandados de prisão preventiva e vasculhou 16 endereços em Brasília e no Rio de Janeiro. As ordens foram expedidas no bojo do inquérito das milícias digitais, que tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, as inserções falsas sob suspeita se deram, entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, e “tiveram como consequência a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a Covid-19 dos beneficiários”.

A ofensiva aberta nesta quarta mira supostos crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores

Agência Estado

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